"O ponto forte do projeto é a implantação no terreno de forma escalonada em declive, que torna a casa mais próxima da natureza envolvente. Grandes vãos de esquadrias em vidro possibilitam ainda mais essa integração"
Quando encontrou um terreno com as generosas medidas de 35,95 m de frente, 50 m em cada lateral e 9,90 m de fundos, o empresário e artista plástico Márcio Carvalho não teve dúvidas: o local era perfeito para fugir do agito da capital baiana e ficar em contato com a natureza. Os 302 m² de Mata Atlântica ao redor da nova morada fizeram as vezes de jardim. Nenhuma paisagem seria mais inspiradora para o artista plástico, que tratou de reservar um espaço no projeto para um ateliê envidraçado, onde hoje cria as telas que espalha pela casa.
O terreno e a paisagem
O projeto do arquiteto baiano Sidney Quintela - que teve a colaboração de Ricardo Borges, hoje supervisor de projetos do escritório em São Paulo - tem traços contemporâneos equilibrados com a reserva de Mata Atlântica. "O ponto forte é a implantação no terreno de forma escalonada em declive, que torna a casa mais próxima da natureza envolvente.
Grandes vãos de esquadrias em vidro possibilitam ainda mais essa integração", define Quintela. E Ricardo Borges acrescenta que o terreno íngreme, de testada larga, profundo e com o fundo estreito foi o fator determinante para a construção ficar toda voltada para a mata.
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de linhas retas e contemporâneas, a casa abraça em "l" a área de lazer. para promover o contato com a natureza à frente, os cômodos foram projetados com muitas aberturas - os quartos têm vãos de mais de 4 m de largura. Os vidros temperados de 10 mm protegem o interior. À direita, embaixo, o ateliê envidraçado tem vista para o lazer e para a natureza.
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