O passo inicial para se obter uma fachada atraente é alinhar o fechamento dela ao restante do projeto. “Os muros devem ser bonitos e complementares à arquitetura da casa, formando um conjunto harmônico, que seja o reflexo da necessidade e do modo de vida do morador”, afirma o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris. Depois é preciso levar em conta o local onde a residência está localizada. Em um condomínio fechado, por exemplo, é possível trabalhar com um fechamento menor, que mostre mais a fachada. Já em casas convencionais em grandes centros urbanos, a questão da segurança pede uma vedação total. E para que o projeto não seja empobrecido, atenção aos muros!
Revestimentos
Eles são fatores de peso nessa hora. Desde que se leve em conta a manutenção e a segurança, vale qualquer tipo de material: pastilhas, tijolos, madeira, entre outros. “O importante é harmonizar com os materiais usados no projeto principal da casa e da fachada. Os muros de concreto podem receber frisos no reboco, molduras, painéis de textura ou revestimentos diferenciados, como pedra canjiquinha, por exemplo”, sugere Nícolas. Nesse ponto, a criatividade e o bom gosto dos profissionais irão falar mais alto. “Uma combinação de pastilhas e tijolinho aparente, por exemplo, pode ser genial ou desastrosa, dependendo da composição, do design e de como estes materiais forem utilizados”, exemplifica a arquiteta Sibila Balan.
Outra solução que pode incrementar é a utilização de elementos de paisagismo. “Eu costumo recomendar o uso de plantas que criem uma verticalidade, como as palmeiras, por exemplo, que trazem beleza e leveza sem encobrir as linhas arquitetônicas”, diz a engenheira agrônoma e paisagista Rosana Negreiros.
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Criatividade em alta
O muro projetado pela arquiteta Maristela Krummenauer uniu o gosto do cliente pelo barulho de água à criatividade e o resultado foi uma estrutura que é mais do que simplesmente um divisor de limites. “Minha idéia foi fazer algo diferenciado, não queria cair no básico”, afirma. Dessa forma, a arquiteta utilizou tábuas de madeira ipê para revestir o muro de concreto já existente e também para criar uma pequena fonte. O equipamento funciona com um motor de retorno, como de uma fonte comum, que pode ser acionado por um controle localizado dentro da residência. |
Iluminação que destaca
O direcionamento geral do projeto arquitetônico de Fernando Consoni e Octavio Zillo Bosi foi dar um ar contemporâneo ao imóvel, que por ser uma casa de campo, tinha tudo para ser rústico. “Nós queríamos fugir do convencional”, diz Consoni. Um recurso simples e de muito valor usado nos muros foi a criação de frisos na alvenaria. Na parte sulcada foi aplicada textura em rolo baixo. O paisagismo e a iluminação direcionada e pontual destacam ainda mais o muro. Sobre as palmeiras foram usadas luminárias com luz direcionada e no piso, espetos com lâmpadas PAR 38. Sobre o portão da garagem estão embutidas dicróicas de 50 W. A iluminação ainda garante segurança: “Todo o sistema é provido de sensores de presença”, explica Consoni. Além disso, câmeras de vigilância ficam embutidas nas lajes.
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Linhas sinuosas
Para este projeto, a arquiteta paisagista Pedrinha Parisi adotou a união da alvenaria com a madeira. “Intercalamos trechos de alvenaria revestidos com textura da Terracor com pilares de madeira maçaranduba aparelhada de 0,20 x 0,20 m de bitola encaixados na diagonal sem espaçamento”, conta.
O movimento do muro em curvas acrescenta à calçada dinamismo e o jardim acompanha a proposta. “Com esta situação minimizamos visualmente a extensão de mais de 15 m de fechamento”, justifica. |
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