Depois de ficarem alguns anos esquecidas, as pedras canjiquinhas voltam com força total em fachadas ou paredes internas, muitas vezes sendo empregadas em apenas alguns detalhes. Os filetes são instalados em camadas, umas sobre as outras, e podem ser aplicados de duas formas: deixando à mostra o lado bruto ou o lado semipolido. A fixação das peças é feita com argamassa específica direto na parede, utilizando-se juntas secas.
Por sua textura delicada e tons amarelados - geralmente os mais procurados porque combinam com quase tudo - o filete califórnia, ou canjiquinha cai muito bem em ambientes de estilos variados. Muitos projetos modernistas utilizam- se do elemento para dar um toque de rusticidade e quebrar a linha monocromática e sem volumes, características das construções contemporâneas.
"As pedras mais comuns utilizadas são goiás, ardósia, granito e mármore branco ou nobre. Cada uma trará uma cor e uma sensação diferente aos ambientes, variando do visual requintado ao rústico, do claro ao escuro", explica a arquiteta Fernanda Dabbur. Todas elas podem ser utilizadas tanto para áreas internas como externas.
"Esse revestimento foi muito usado entre os anos 50 e 70 e agora foi novamente resgatado. Seu uso propicia um ar de requinte a qualquer ambiente", fi- naliza a arquiteta Emilia Garcia.
| A arquiteta Flávia Brasil teve de realizar uma verdadeira garimpagem para escolher uma a uma as pedras que seriam utilizadas para a canjiquinha de são tomé aplicadas na parede da lareira. "Elas precisavam apresentar tons variados, oscilando entre o claro e o escuro. Avaliamos diversas opções de revestimentos para essa sala de estar. Queríamos algo que realmente destacasse a parede e marcasse a lareira como um bloco único", conta. Os tons variados das pedras fazem o contraponto entre a madeira taco palito do piso, as paredes brancas e o forro de gesso acartonado. Flávia explica que os letes foram bem cortados para que a parede ganhasse uma aparência uniforme. Para a arquiteta a espessura ideal pode variar de 2 a 4 cm de cada peça. |
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No living deste apartamento, a arquiteta Emilia Garcia deu mais destaque à parede onde está embutida a lareira, que era de alvenaria comum. Toda a área (de 15 m2) foi revestida de canjiquinha de mármore travertino romano (Marmoraria Amsterdam). Emilia explica que a canjiquinha não precisou ser rejuntada. "Simplesmente foi aplicada na parede, apoiando as pedras com a massa especial." Os letes utilizados têm espessura de 2 cm, a mesma do mármore, e 50 cm de largura. No caso da canjiquinha de pedra, a espessura pode oscilar de acordo com o material utilizado. |
| No desenvolvimento do projeto de uma lareira na área deste home theater, a arquiteta Beatriz Dutra teve a idéia de utilizar a canjiquinha de mármore piguês polido (Amsterdam Mármores), mesmo material utilizado no piso do living. O resultado foi um projeto diferenciado e com muita so sticação. "O tamanho dos letes é irregular, mas eles têm aproximadamente 4 cm de altura, 3 cm de profundidade e comprimentos variados", conta a pro ssional. Ela explica que no caso do mármore polido é possível a utilização de rejunte entre as peças. Para evidenciar e valorizar ainda mais o revestimento desta parede, Beatriz utilizou spots de luz direcionáveis com lâmpadas dicróicas. |
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À procura de um revestimento diferenciado, mas natural, que se encaixasse no contexto desta residência, a arquiteta Cilene Monteiro Lupi surgiu com a idéia de utilizar a canjiquinha de pedra mineira na parede da lareira do living. O objetivo era criar um visual de textura bem destacado. "Como toda a decoração da casa é muito clean, a canjiquinha caiu muito bem, principalmente por ter mesclas de tons mais claros", explica. Os letes têm espessura que variam de 3 a 4 cm e comprimento de 25 a 30 cm. O projeto de iluminação dá um charme extra ao ambiente, com pontos de luz focados especialmente no revestimento. "A canjiquinha é um revestimento de múltiplos usos." |
| O arquiteto Francisco Cálio optou pelos - letes de pedra são tomé branca para dar o tom de modernidade e ao mesmo tempo retrô no hall de entrada dessa residência. "A canjiquinha, ou pedra letada, dá um visual rústico e contrapõe com a delicadeza do mármore do piso, fazendo ainda uma combinação perfeita com a madeira da porta e do ambiente que segue", explica. A parede de 13,50 m foi revestida de pedras que variam tanto de espessura (de 1,50 a 2 cm) quanto de comprimento (de 30 a 40 cm). Cálio a rma que o rejunte não teve de ser utilizado, pois essa é uma canjiquinha rústica - ele deve ser apenas usado quando for letada acabada. |
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