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NA ENTRADA PRINCIPAL, a aroeira mansa (Anacardiaceae) que já existia foi mantida. Ao seu redor, marias-sem-vergonha (Impatiens walleriana) recebem sombreamento parcial ocasionado pela copa. devido ao aclive acentuado do terreno, espécies de pequeno e médio porte como cyca (Cycas revoluta), e kaizuka foram plantadas para não comprometer o visual da casa. |

Um lugar para ser desfrutado apenas aos finais de semana, que tivesse um jardim, sem excessos na entrada e que fosse bem receptivo. Estes foram os pré-requisitos que a paisagista Kelly Abramo teve de atender para elaborar o projeto desta casa, na cidade de São Roque, interior de São Paulo.
O casal proprietário reservou 1.114 m², dos 1.500 m² que possui a residência, para o paisagismo e contratou os serviços da paisagista no momento certo. "A construção da residência ainda não havia sido concluída, isso possibilitou um estudo detalhado do terreno e do solo", diz a profissional. Após a aprovação do projeto paisagístico, o segundo passo foi a análise da terra para a definição do uso de adubos, matéria orgânica e calcário (que equilibra o pH do solo). A área teve de ser limpa, sem entulho, matos ou excesso de terra, para que fosse feito o nivelamento. Logo em seguida, houve a demarcação de canteiros, caminhos e serviços de alvenaria.
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NO DETALHE, agaves (Angustifólia) e lambari-roxo (Tradescantia zebrina purusii), que não impedem a visão dos moradores para a rua. Por estar localizada em um condomínio fechado, a casa não possui cercas ou muros. |
AS PREFERIDAS DA PAISAGISTA também entraram no projeto: triáles (Galphimia brasiliensis), barba-de-serpente (Ophiopogon jaburan) e tuia prata (Chamaecyparis pisifera). |
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O maior desafio, segundo Kelly, foi a escolha das espécies que seriam plantadas logo na entrada. "A frente da casa é do lado Oeste, ou seja, o sol é forte o dia todo, principalmente à tarde, então não são todas as plantas que suportam. Neste caso, optei por plantas mais resistentes, que se adaptam melhor ao excesso de luminosidade." São elas: tuias (Chamaecyparis pisifera) podadas; buxinhos (Buxus sempervirens), no pé do degrau; cica (Cycas revoluta); kaizuka; periquito (Alternanthea ficoidea), contrastando com o gramado; duranta (Duranta repens); jaburan; e triáles. Para também não comprometer a privilegiada vista da casa, estas plantas são de médio e pequeno porte. A aroeira, única espécie que já existia no terreno, foi preservada.
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NAS FORRAÇÕES, o efeito fica por conta dos contrastes de formatos e cores, causados pelas marias-sem-vergonha (Impatiens walleriana), triáles e tuia prata. |
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PARA DEIXAR A ENTRADA DA PRINCIPAL convidativa, Kelly abusou das espécies coloridas e resistentes, características dos jardins europeus. |
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