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| A fachada principal mostra o jogo de volumes de alvenaria, madeira e os diferentes níveis de telhados que compõe a casa. a grande área de vidro na face sul oferece abertura para a vista do condomínio. Os pisos da calçada, dos acessos de pedestre e da garagem foram executados com mosaicos de pedra portuguesa e granito rosa. |
No terreno de 984,81m², de um condomínio fechado em Campinas, os arquitetos Luz Vieitez e Fabio Bernils ergueram uma casa de 443m² para um casal e seus dois filhos jovens. Ponto de encontro de amigos e familiares, a casa na cidade ganhou ares de casa de campo. O principal desafio foi o projeto: “Para adequar a casa ao terreno em aclive, definimos três níveis de piso e em nenhum momento a volumetria apresenta três pavimentos. Todos os cômodos internos de convívio têm vista para a piscina e o jardim”, traduz o arquiteto Fabio Bernils.
No nível da rua, com 70m², está a garagem, a entrada social e o acesso de serviço. A suíte da empregada, por exemplo, está nesse pavimento inferior e é independente da casa. Há ainda uma entrada lateral para automóveis que leva ao térreo e facilita o desembarque de mercadorias, malas ou mesmo de pessoas com dificuldade de mobilidade.
No térreo com área de 233m² estão as sala de estar e de jantar que possuem grandes panos de vidro temperado de 10mm que se abrem para o condomínio. No lado oposto a esse pano, portas envidraçadas de correr possibilitam o acesso à varanda da área interna da piscina e do jardim. Há ainda o lavabo, a lavanderia, a despensa, a copa e a cozinha. Sala de tevê, escritório e suíte do casal, complementa esse nível, otimizando o uso da casa térrea no seu diaa- dia. Do lado de fora, também no térreo, estão o vestiário e a área de lazer coberta, com 55m². Nessa parte fechada, próxima à piscina, há uma bancada com fogão e cuba, churrasqueira, forno de pizza e balcão frigorífico para bebidas, além de sanitários, tanto masculino como feminino.
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"Para adequar a casa ao terreno em aclive, definimos três níveis de piso e em nenhum momento a volumetria apresenta três pavimentos. Todos os cômodos internos de convívio têm vista para a piscina e o jardim" |
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| Na sala de estar pode-se ver ao fundo a lareira de chapa metálica. O teto com forro de gesso acartonado acompanha internamente a inclinação do telhado. O ponto mais alto tem pé-direito de 3,80m. O piso é cerâmica lepri, assentada na diagonal. a cor branca das paredes salienta, pelo contraste, as peças de madeira cumaru da estrutura. as portas envidraçadas permitem acesso à varanda que se abre para a área interna da piscina e jardim. |
No pavimento superior estão a suíte da filha do casal e o dormitório e o banheiro do rapaz, além de quarto de hóspedes e uma sala de estudos. Os cômodos tomam 85m². Todos os dormitórios desse nível têm suas janelas voltadas para a área interna da piscina e do jardim.
A obra obedeceu o seguinte curso: Primeiro foi executado o muro de arrimo e sua impermeabilização com manta asfáltica. Depois veio a fundação de concreto com estacas, blocos e baldrames. Os blocos da fundação foram projetados com berços para receberem os pilares de madeira. A laje de cobertura da garagem foi feita com concreto armado, em função da necessidade do vão de 7,20m para acomodar três veículos cobertos.
Todo o restante foi executado com estrutura de madeira. Para trabalhar a madeira rústica, foi chamado de Novo Horizonte, interior de São Paulo, o mestre Toninho e sua equipe. Os pilares e vigas de cumaru foram montados rapidamente com sistema de encaixes nas peças estruturais. “Não há nenhum prego ou parafuso para fixação das peças”, garante Fabio Bernils.
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| Na área de circulação interna, o piso é de pedra branca São Tomé . À esquerda, o caixilho demarca a entrada da copa e da cozinha. Ao fundo, está sala de tevê. À direita, a grande abertura dá acesso à piscina. O sol da manhã ilumina a casa deste lado. |
Depois de montado todo o esqueleto da estrutura dos pavimentos, foram executadas as lajes treliçadas com isopor (EPS) de piso e de cobertura e só então foram erguidas as paredes externas e internas, com blocos silico-calcáreos. “A opção por esses blocos e pela laje com isopor foi diminuir o peso sobre a estrutura de madeira, aliviando também as cargas na fundação”, explica o arquiteto, complementando: “Para conseguirmos efeito mais rústico, todo reboque externo foi alisado somente na colher de pedreiro. Internamente o reboque foi sarrafeado e desempenado. Em função das complicações de se rebocar as lajes de isopor, todos os tetos foram feitos com forro de gesso acartonado.”
De acordo com o profissional, os acabamentos seguiram a concepção do rústico e aconchegante. “A sala de estar tem piso cerâmico Lepri. A sala de jantar, circulação e sala de tevê têm piso de pedra branca São Tomé com resina protetora. Todos os dormitórios têm piso de tacão de cumaru (10cmx40- cm). A cozinha tem piso e bancadas de granito preto. Nos banheiros, cerâmica Portobello.”
Ainda para acompanhar o clima bucólico, os caixilhos das salas e dormitórios são de madeira, com vidro e venezianas. Nos demais ambientes foram usados concreto e alumínio, em tamanhos 40cmx40cm e 60cmx60cm, para adequar à concepção do projeto. “Isso facilitou e agilizou muito a execução da obra, pois os caixilhos de concreto foram assentados conjuntamente com a alvenaria e posteriormente foram colocados os vidros fixos e os caixilhos de alumínio na cor bronze”, explicou o arquiteto.
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